Eristroblastose Fetal ou Doença HemolÃtica do Recém Nascido
- sexta-feira, setembro 3, 2010, 11:38
- Eristroblastose Fetal
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O que é?
Incompatibilidade sanguÃnea (Fator H) entre o sangue materno e o sangue fetal.
Uma mulher H-, casada com um homem H+ poderá ter um filho H+;
Durante o perÃodo de gestação há uma estreita comunicação entre a mãe e o filho atravéz da placenta;
Acidentalmente podem ocorrer hemorragias na placenta e a passagem dos glóbulos sanguÃneos do sangue do filho para a circulação materna;
As hemáceas do filho, portadoras do fator H+, irão sensibilizar o sistema imunológico da mãe e esta passará a produzir anticorpos que passarão para a circulação do filho, onde destruirão suas hemáceas, originando a doença
O casal cuja mãe possui H negativo (-) e o pai H(+) terá probabilidade de gerar uma criança com H+, a qual poderá ser portadora da Doença HemolÃtica do ecém Nascido ou Eristroblastose Fetal com as seguintes conseqüências:
O feto poderá falecer na gestação ou após o nascimento. Pode resultar, ainda, em um recém nascido gravemente ictério e que a deficiência mental é um acompanhamento possÃvel, além de surdez e de paralisia cerebral (esultado de Kernicterus)
A gravidade da enfermidade depende do grau de sensibilização da mãe. O primeiro e o segundo filho, gerados nas condições especificadas anteriormente, podem ser pouco afetados, mas em gestações seguintes, nas mesmas circunstâncias a mãe irá sendo sensibilizada gradualmente e isto terá aumentado o grau de danos causados ao filho. Em casos em que a criança nasce afetada pela doença pode-se fazer uma transfusão total de sangue. Usa-se nesse caso, sangue H(-), pois este tipo, não tendo o antÃgeno, não é destruido pelos anticorpos da mãe presentes no recém nascido. Após um certo tempo, as hemáceas H(-) recebidas são totalmente substituÃdas por outras H(+) produzidas pela própria criança, não havendo mais o risco de sua destruição, pois agora a criança não terá mais o anti-corpo que recebeu de sua mãe.
Dispõem-se agora de um recurso adicional para as mulheres H(-) cujos maridos tem sangue H(+). A utilização de gamaglobulina anti-H para bloquear o processo de sensibilização que produz anticorpos contra o sangue H(+) incompatÃvel do bebê. A sua administração imediatamente após o nascimento do bebê H(+) fornece à mãe uma dose passiva temporária de anticorpos que destroem quaisquer células sanguÃneas H(+) que possam penetrar na corrente sanguÃnea materna durante o parto. Isso impede que a mãe produza anticorpos permanentes.
Outros métodos são os espectofotométricos para o exame do lÃquido aminiótico, que determina a gravidade da condição, o uso de transfusões de troca no nascimento, a instituição do parto prematuro nos casos crÃticos ao uso da gamoglobulina. Esta têm contribuÃdo para reduzir o retardamento mental, a surdez e a paralisia cerebral.
Nos casos em que o filho é H(-) e a mãe H(+) não há problema, porque a produção de anticorpos pela criança só inicia cerca de seis meses após o nascimento.
Devemos salientar que existem, ainda, outros sistemas de grupos sanguÃneos na espécie humana.
Calcula-se haver um caso em cada 150 Ã 200 nascimentos.
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