Obestatina um novo hormônio gastrointestinal que diminui a fome
- sexta-feira, setembro 10, 2010, 19:08
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O estudo dos hormônios gastro-intestinais é um dos mais antigos da fisiologia humana e o hormônio gastrina produzido no estômago foi um dos primeiros relatos nesta fascinante área.
Além disso, os estudiosos sempre acharam que a fome e a sua inibição tinham relação com a existência de um eixo funcional, entre o tubo gastrointestinal e o cérebro. Durante muito tempo foi atribuído a um hormônio, denominado colecistoquinina, produzido na vesícula um importante papel nestes controles, no entanto, os imunoensaios deste hormônio sempre foram muito difíceis e de difícil reprodução.
No anos 70, nos Estados Unidos e Inglaterra houve uma verdadeira explosão na descoberta de vários outros hormônios gastrointestinais como o GLP1, VIP, Bombesina,PPY, Neurotensina e mais recentemente a Grelina. Foram necessários quase 30 anos para que se entendesse melhor as funções que estes hormônios exercem e só recentemente começaram as primeiras aplicações destes hormônios no tratamento da obesidade e do diabetes.
Como ainda não conseguimos explicar tudo, as descobertas não param e no número do “Science Magazine”, de 11 de Novembro do corrente ano, cientistas da Universidade de Stanford descrevem um novo hormônio a que denominaram de Obestatina – da palavra latina “obedere” e estatina – por suprimir a fome.
A descoberta deste novo hormônio utilizou inicialmente modelos matemáticos de bioinformática e depois pesquisas laboratoriais em ratos. Como previam os estudos teóricos, foi encontrado no mesmo gen que codifica a grelina – o hormônio que estimula o apetite – a seqüência para a obestatina. Este novo hormônio suprime o apetite, diminui a contratilidade intestinal e o ganho de peso. Segundo os seus pesquisadores, a descoberta é mais um passo na compreensão dos processos que regulam a absorção dos alimentos e a obesidade.
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