Pneumonia: sintomas e tratamento

rds105024A palavra pneumonia  se refere a vários tipos de inflamação nos pulmões. Embora seja geralmente provocada por uma infecção bacteriana ou viral, ela também pode ser resultante de lesão pulmonar provocada por substâncias químicas, como gases venenosos inalados acidentalmente.

Ela pode variar desde uma complicação de uma infecção no trato respiratório superior até uma doença que implica risco de vida. Os sintomas, o tratamento, o impacto e os prognósticos da pneumonia dependem da causa, da saúde geral do paciente e de outros fatores, tal como a eficácia dos tratamentos medicamentosos.

A pneumonia viral, por exemplo, não responde aos antibióticos. Veja o ícone Sintomas e sinais para obter uma comparação entre causas e sintomas dos tipos mais comuns de pneumonia.

Os diversos tipos de pneumonia deram origem a muitos termos descritivos populares e médicos. O termo pneumonia dupla é usado quando ambos os pulmões são afetados.

Se a pneumonia for provocada por microrganismos semelhantes a bactérias, denominados Mycoplasma, o termo usado será pneumonia atípica.

A broncopneumonia é a inflamação dos alvéolos de um ou de ambos os pulmões; já a pneumonia lobar afeta totalmente um ou mais lobos do pulmão. A inflamação pode ainda abranger o tecido pulmonar entre as paredes dos alvéolos, que é denominada pneumonia intersticial.

Quais são os Sintomas?

Nenhum sintoma é característico de todos os tipos de pneumonia. Entretanto, deve-se considerar a possibilidade de pneumonia se a pessoa já tiver uma doença respiratória, com sintomas como tosse e febre, e se sentir falta de ar, mesmo ao fazer pouca ou nenhuma atividade.

Sintomas adicionais a serem observados, além de tosse e febre, são calafrios, suor, dores no peito, cianose (tonalidade azulada nos lábios e na pele sob as
unhas), resíduos de sangue no muco e, ocasionalmente, confusão mental ou delírio.

Quanto maior a área afetada no pulmão, mais graves serão os sintomas. A rapidez com a qual os sintomas aparecem também varia de acordo com a causa da infecção. Um ataque especialmente intenso do vírus da gripe pode provocar pneumonia capaz de matar uma pessoa debilitada em 24 horas. Já em um adulto jovem sadio, a pneumonia resultante de uma infecção respiratória branda poderá provocar sintomas semelhantes aos de um forte resfriado.

Quais são os Riscos?

A pneumonia é um distúrbio relativamente comum. Geralmente surge como complicação final de alguma outra doença debilitante, e é por isso que muitas pessoas com pneumonia chegam a falecer.

Qualquer pessoa cuja resistência já se encontra baixa é suscetível à doença; portanto, em pacientes com insuficiência cardíaca, câncer, derrame ou enfisema, a causa real da morte é freqüentemente a pneumonia.

Nos que se encontram semiconscientes e acamados por um determinado período, a infecção pulmonar é uma ocorrência extremamente comum.

Isso se deve ao fato de que, sob tais condições, o reflexo normal de tossir, que ajuda a manter os pulmões livres de muco e fluidos estagnantes, é reduzido ou pode até mesmo desaparecer.

A maior incidência da doença é entre os muito jovens (menos de 2 anos) ou muito velhos (mais de 75 anos), se tiverem uma doença respiratória crônica, como a Asma, ou qualquer outro distúrbio que reduza a resistência do organismo a infecções. As pessoas que fumam ou bebem compulsivamente também costumam ser afetadas com freqüência.

A pneumonia é uma doença comum em quem tem problemas no sistema imunológico.

Por exemplo, pessoas que se submeteram a um transplante de órgão e tomaram drogas imunossupressoras para evitar a rejeição (veja o ícone Medicamentos e tratamentos); as que sofrem de leucemia, doença de Hodgkin ou alguma outra forma de câncer; as que estão sendo tratadas com corticosteróides ou anticancerígenos, pois esses medicamentos suprimem o sistema imunológico; as que têm determinadas doenças crônicas (como a Artrite reumatóide) e estão tomando corticosteróides ou drogas semelhantes; e pessoas infectadas com o HIV (vírus da imunodeficiência humana) ou que têm Aids (síndrome da imunodeficiência adquirida) e, portanto, um sistema imunológico já debilitado devido à doença.

Em todos esses casos, a pneumonia pode ser causada por microrganismos (como o citomegalovírus ou o Pneumocystis carinii) que geralmente afetam pessoas imunologicamente debilitadas.

Essas infecções “oportunistas” iniciam-se de forma tão lenta e sutil que, a princípio, a pessoa afetada se sente simplesmente apática, sem energia, e pode apresentar uma leve febre e tosse seca. Posteriormente, os sintomas mais comuns da pneumonia aparecem: falta de ar, dor no peito e febre, por exemplo.
O diagnóstico desses tipos menos comuns de pneumonia depende de exames laboratoriais, como (para a pneumonia Pneumocystis carinii) uma biópsia transbronquial, na qual uma amostra de tecido pulmonar é retirada através de um broncoscópio (tubo para visualização). Porém, a biópsia deixou de ser sempre necessária para esse diagnóstico, pois as técnicas de detecção do microrganismo no escarro tornaram-se extremamente precisas.

Como a pneumonia varia muito, não se pode fazer generalizações sobre as suas conseqüências. Em pessoas idosas, fracas ou debilitadas, a doença pode levar à morte.

Qualquer tipo de pneumonia pode desencadear pleurisia ou Empiema. Mas, em adultos saudáveis, a gripe e as pneumonias virais podem também, em casos raros, ser fatais.

A pneumonia bacteriana pode ser virulenta, mas, ao menos, é um tipo de pneumonia que pode ser tratado com antibióticos. Com a idade mais avançada ou com doenças crônicas, as chances de sobreviver, até mesmo a um caso brando de pneumonia, tornam-se mais reduzidas.

Portanto, é importante que pessoas idosas ou que sofram de uma doença crônica procurem tratamento imediato para doenças respiratórias.

O que Deve ser Feito?

Mesmo que a pessoa apresente alguns dos sintomas normalmente associados à pneumonia, ela não deve supor que tem a doença. Em vez disso, deve pensar apenas que está com um resfriado ou outra infecção do trato respiratório e tratar-se da forma apropriada.

No entanto, um médico deve ser consultado imediatamente se a pessoa passar a sentir falta de ar, dor no peito ao respirar ou, ainda, se tiver tosse com produção de muco com sangue.

Além de examinar o peito com um estetoscópio, o médico dá algumas batidas leves na mesma região do corpo (percussão), pergunta se a pessoa fuma e como foram os primeiros sintomas. Com base nesse exame, é possível que o médico consiga fazer um diagnóstico preciso de pneumonia, determinando até mesmo o seu tipo.

Entretanto, podem ser necessários outros testes, como raios X do tórax e exames de sangue e de escarro.

Qual é o Tratamento?

Auto-ajuda: diante de sintomas de pneumonia, deve-se sempre procurar ajuda médica sem demora.

Ajuda Profissional: o melhor tratamento poderá ser, simplesmente, manter-se aquecido, beber muito líquido e tomar xaropes para a tosse e antibióticos.

Entretanto, supervisão e observação médicas são desejáveis durante os estágios iniciais da pneumonia, especialmente se houver dúvidas quanto à causa precisa e a extensão da inflamação.

Se o médico suspeitar de algum tipo de pneumonia que pode tornar-se muito grave em poucas horas, ele poderá recomendar a hospitalização.

Os antibióticos podem ser administrados por via oral ou intravenosa. Há uma grande variedade de antibióticos e o médico selecionará um deles com base na provável causa da doença.

Os exames laboratoriais de sangue e escarro indicarão o microrganismo causador da infecção. O médico também precisará saber se a pessoa é alérgica a algum tipo de antibiótico. Analgésicos como a aspirina ajudam a aliviar a dor no peito.

Se a pessoa sentir muita falta de ar e a pele tornar-se azulada, provavelmente ela precisará de oxigênio, que é aplicado através de uma máscara ou de um tubo inserido no nariz.

Se os problemas pulmonares persistirem mesmo após todas as tentativas de tratamento, o médico poderá recomendar uma broncoscopia para excluir outras causas, como o câncer de pulmão ou a inalação de um corpo estranho, ou para obter amostras de secreções para uma pesquisa laboratorial adicional.

Uma pessoa jovem e saudável normalmente se recupera completamente dentro de duas a três semanas.

Mesmo nos casos de pneumonia viral, as chances de complicações graves são mínimas, pois os antibióticos podem evitar infecções bacterianas secundárias.

Após o término da infecção e a recuperação, a pessoa poderá continuar a sentir-se cansada e apresentar uma tosse persistente por um longo período.

É possível que um fumante compulsivo, ou alguém cronicamente doente, leve meses para recuperar-se de uma pneumonia.

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