Posso comer após o parto?

Pesquisas liberam e parte dos médicos brasileiros já defende o fim do jejum na maternidade.

A alimentação da mãe no dia do nascimento da criança já foi totalmente proibida. Agora, uma “comidinha leve” na grande data passou até a ser incentivada por alguns obstetras.

Ainda não é uma unanimidade entre os médicos, mas a recomendação está mais recorrente nas salas de parto do País e foi liberada por pesquisas internacionais que garantiram a segurança da “boquinha”.

O jejum total, incluindo água, antes uma regra universal hoje varia de acordo com a convicção de cada especialista, confirma José Leonídio, um dos coordenadores da maternidade escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Quando não se trata de uma cirurgia com hora marcada, ou seja, a intenção da mãe ao ir para maternidade é fazer o parto normal, liberamos alimentos leves”, afirma.

A indicação de Leonídio para uma sopinha ou suco de frutas após a mulher sentir as primeiras contrações não é isolada e quebra uma indicação enraizada na rotina das maternidades brasileiras. Segundo Olímpio Barbosa de Moraes Filho, presidente da comissão de assistência ao parto da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), só a partir do ano 2000 os médicos começaram a considerar a possibilidade da mãe comer horas antes do parto e nem todos ficam confortáveis em liberar a alimentação momentos antes do nascimento do bebê.

“Nossa avaliação é de que não há contraindicação. O jejum total, inclusive, não faz bem porque a mãe precisa de energia para enfrentar, algumas vezes, horas e horas de trabalho de parto”, afirma Moraes Filho. “Ela pode ficar desidratada sem comer nada e o bebê também sofre prejuízos. Veja, ninguém está dizendo que a grávida deve recorrer a uma buchada de bode, rabada ou feijoada, mas sim bolachinhas leves, sucos, sopas. Eu elejo a água de coco como uma excelente indicação”, completa o especialista.

Deixar a mãe decidir o que ela quer comer ou beber no dia do parto – desde que seja parto natural – é uma indicação já liberada pelas pesquisas clínicas. A revista científica Cochrane Systematic Review revisou cinco estudos envolvendo 3.130 mulheres e todos consideraram seguro a alimentação leve durante o trabalho de parto.

Pontos contra

A Febrasgo reforça que os alimentos leves são liberados para mulheres que buscam o parto normal. No caso de cesáreas com data e hora marcada – nas maternidades privadas, esta modalidade responde por 83% dos nascimentos, segundo a Agência Nacional de Sáude Suplementar (ANS) – o jejum de seis a oito horas é exigência por se tratar de cirurgia que envolve anestesia. É neste ponto que os defensores da “dieta zero” no dia do parto encontram seus argumentos de defesa.

“O ideal é que a mãe não coma nada porque mesmo um parto normal pode ter complicações e exigir uma cesárea não esperada”, afirma a obstetra responsável pela Maternidade São Camilo, Ana Paula Junqueira. “Durante algumas anestesias a mulher pode ter um refluxo. Se tiver comida no estômago, ela pode engasgar com o vômito e ter asfixia. O jejum hospitalar é o que garante a proteção contra isso”, completa a médica. Já o presidente da comissão da Febrasgo acha que, mesmo que o parto normal evolua para cesárea não há risco se a paciente tiver comido alimentos leves. Como ainda não há consenso, o ideal é seguir a orientação do seu médico.

Maratona em jejum

Foi o que fez a publicitária Juliana Corbellini, 35 anos, três meses atrás, quando o filhote resolveu chegar ao mundo. Por indicação da médica, não comeu no dia do parto, sem saber da maratona que teria pela frente.

“Tive a primeira contração em casa, às 5h do dia 26 de janeiro. Meu filho nasceu às 4h50 do dia 27”, lembra Juliana. Nestas 24 horas de contrações e esforço para o trabalho de parto, por indicação médica, ela ficou “sustentada” por duas fatias de um pão com manteiga e um copo de suco. Depois disso mais nada.

“Em 24 horas de parto, acho que comer algo mais fez falta, sim, para dar forças. Digo “acho”, porque fome ou vontade de comer não dá para sentir. O que sentia era uma consciência de que precisava comer algo para me sentir mais forte”, completa a nova mãe.

Justo ela que sempre foi comilona – mas não teve um só desejo durante toda a gestação – precisou de cinco dias para ter vontade de comer. “Por outro lado, lembro que achei a primeira comida quente que me deram no hospital uma delícia. Acho que era um frango com batatas” lembra.

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